As advertências de Kapp (2012) para aquilo que não é gamificação:
- “Badges, Points and Rewards”, muitos consideram estas características como sinónimos de gamificação, segundo o autor são muito mais importantes: “engagement, storytelling, visualization of characters, and problem solving”(p. 12) há por isso muito mais para além dos prémios, pontuações e crachás.
- “Trivialization of Learning”, ao contrário do que muitos pensam não é uma forma de tornar a aprendizagem mais simples ou trivial. “Gamification is a serious approach to accelerating the experience curve of the learning, teaching complex subjects, and systems thinking.”(p. 13).
- “New”, o conceito de gamificação é novo, é certo, mas os seus elementos não o são. Os treinos militares utilizam já como prática corrente estes elementos, desde há muitos séculos, principalmente as manobras de simulação. Professores também os usam. O que é novo é a ênfase dada a estes elementos juntos.
- “Foreign to Learning Professional”, tanto profissionais de game design como da área educativa são imprescindíveis, pois é necessário o melhor da criação de jogos, mas também o conhecimento de ambientes de aprendizagem.
- “Perfect for Every Learning Situation”, a gamificação não é uma panaceia que irá resolver todas as nossas necessidades. Deve ser utilizada de forma correta para não tenha o efeito contrário, perdendo o seu impacto.
- “Easy to Create”, Não é uma tarefa fácil, leva o seu tempo e obriga a muitas reestruturações.
- “Only Game Mechanics”, Muitas vezes a gamificação é restrita ao uso de pontos, prémios, quadros de pontuações, crachás, mas estes sozinhos não terão grande impacto. É necessário analisar o contexto que será gamificado e averiguar o que pode tornar a experiência mais envolvente e eficaz.
Referência:
Kapp, K. M. (2012). The Gamification of Learning and Instruction: Game-based methods and strategies for training and education. San Francisco: Pfeiffer.
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